sábado, 15 de agosto de 2009

Nega Gizza e o futuro do Rap, em Contagem (MG)

Discutir a articulação do hip hop no município e sua contribuição social é o ponto de partida do 1º Encontro Municipal do Movimento Hip Hop de Contagem, intitulado Di Rua 2009, que acontece domingo. O evento acontece no dia 16 de agosto das 9h às 19h, no Cine Teatro de Contagem.

Membro do MH2MC (o Movimento Hip Hop do Município de Contagem, responsável pelo encontro), Kaiodê Biague explica que o Di Rua 2009 surgiu da necessidade de se integrar todos os coletivos que formam o grupo.

"Aqui a gente tem o caso do transporte público, que não é integrado e dificulta a liberdade de movimentação. Os ônibus, na maior parte, são mais caros, e tem muita gente que mora em vilas, favelas... Então, a questão financeira pesa", explica. "A ideia é debater dilemas do movimento de Contagem, torná-lo capaz de trabalhar em rede", afirma Biague.

Convidada do evento, a rapper carioca Nega Gizza concorda com a proposta do Di Rua e defende essa integração entre os agentes sociais. "Hoje estamos usando justamente esses contatos, no nosso bairro e na cidade, para mobilizar pessoas", conta ela, uma das fundadoras da ONG carioca Central Única das Favelas. "A Cufa começou assim, no boca-a-boca, um convidava o outro. Assim nós alcançamos muita gente que pensava como nós e gente que pensava diferente, mas queria ser agente de mudanças sociais", lembra.

Agenda

O que: 1º Encontro Municipal do Movimento Hip Hop de Contagem - Di Rua 2009
Quando: Domingo, das 9h às 19h
Onde: Cine Teatro de Contagem (praça Silviano Brandão s/número, Centro, Contagem, MG)
Quanto: Entrada franca

Serviço

Público. São esperados jovens e todas as pessoas que se identifiquem com o movimento Hip Hop.

As palestras, debates e grupos de trabalho são gratuitos.

Inscrições até o dia 14, nos telefones (31) 3353-5858 ou 3043-6287. Para conferir a programação, acesse dirua2009.wordpress.com


Morte do hip hop será tema de discussão

Um dos debates do Di Rua 2009 é o painel O Hip Hop Está Morto?. “Quem faz rap acaba fazendo reflexões. O que conquistamos? É mais uma avaliação, um balanço interno do hip hop”, explica Nega Gizza. Para ela, o rap se perdeu um pouco nos últimos anos. “Ele deixou de evoluir quando não se focou no seu princípio, que era aproveitar a música para fazer transformações na vida social.”

Kaiodê Biague acredita que seja um momento de discutir essas questões culturais do movimento. “Hoje a gente vê que ele tem um nicho de mercado, mas não vemos esse trabalho de redução da criminalidade”, conta. Ambos mostram a preocupação de que o movimento nacional siga o caminho que o hip hop tomou nos EUA. “Lá ele assumiu postura mercantil, e vários princípios do movimento se perderam”, conta Biague. (IC)

O Tempo

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